esperança

Permanecer

dezembro 10, 2013


Criou um personagem, colocou uma roupa qualquer e foi pra rua. Começou a trabalhar, o personagem encenou desde o primeiro dia. Finge ser quem  não é para enfrentar o dia a dia, talvez o personagem seja só uma invenção para não ter um infarto e morrer do coração. No fundo, essa que aparece todos os dias seja ela, a atriz que se diz interpretar um personagem e é tão covarde para admitir quem realmente é ou se tornar quem quer ser. Tudo tão poético, mas tão patético, digno de pena, cheia de problemas internos que acabam gerando problemas externos. Diante de tanta falta do que falar, por dentro um turbilhão de sonhos, vontades e medos. Ainda não conseguiu realizar seus sonhos e parece uma fonte ambulante de tantos desejos que tem. Sair correndo sem olhar pra trás seria um ato de coragem ou de um covarde querendo fugir de coisas e pessoas que mesmo longe ainda estarão na sua mente!? Nada se sabe, ninguém tem bola de cristal pra dizer, vai pra lá, vem pra cá, faz assim ou assado. Temos que continuar acreditando no tempo e que ele irá nos guiar como guia as folhas que caem das árvores na primavera. Seja o que Deus quiser.

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2 Comentários

  1. Interessante, gostei do texto e de certa forma de identifiquei com ele. Acho que todos nos já passamos por situações, talvez não tão extremas, mas onde tivemos que evitar expressar o que pensamos e sentimos.

    Valeu por me mandar o link de novo, é sempre bom voltar aqui! ♥

    Graziele Santos (http://lamiaparticolare.blogspot.com)

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  2. Tão eu nesse momento. Essa incógnita que sou (ou que todos somos em determinadas épocas) me faz ter vontade de fugir sem olhar pra trás, também. Mas persisto, insisto... E faço das suas as minhas palavras: Seja o que Deus quiser.

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