16/03/2015

Não ia escrever isso

Sabe o que é? O ritmo não é mais o mesmo, nem o restante, os interesses estão todos contrários. Não sou mais como você me conheceu há tanto tempo, a paciência acabou, o saco estourou, ficou pequeno demais para tanta besteira inútil. Acreditei nos seus ideais, dei o braço à torcer, queimei minhas mãos no final. Fiz curativos, ficaram as cicatrizes, acostumei com isso. Não era pra acostumar, mas com tantas feridas é inevitável que isso aconteça. Por mais difícil que isso seja, abdiquei da nossa amizade com o tempo, sem querer querendo, apenas deixei de acreditar que o seu caráter era diferente dos demais com a mesma escolha que a sua, mas não, dei com a cara na porta mais uma vez. Tudo bem, as coisas passam, mudamos, só que lá no fundo do peito fica, resta a mágoa, pois confiamos um no outro por tão pouco tempo que parecia muito, praticamente muitos anos. Não foi assim, já deu, já foi. 

08/03/2015

Não adianta se arrepender

Não é sobre o que já disse em milhares de textos e nem sobre o que eu nunca falei, porque acho que já falei de tudo aqui, na verdade não tenho certeza, de nada. Talvez seja sobre o significado de estar aqui e não querer estar, da maneira como as pessoas lidam com as outras pessoas que nos abandonam no meio do caminho no decorrer da vida. Não é uma lamúria, mais uma de outras várias que já tem aqui e estão por vir. Tá, na verdade é, mas enfim, nós consideramos as pessoas, quebramos a cara, nos decepcionamos, prometemos pra nós mesmos que isso nunca mais vai acontecer, até virar a esquina e acontecer de novo. 

Tu para e pensa:
- "Ah, essa pessoa é legal, tem uns pensamentos diferentes, curtimos as mesmas coisas, nos damos bem", a amizade vai ser pra sempre, mas não é, descobrimos que a pessoa não tem personalidade e tudo acaba como se nunca tivesse existido. Sabemos que não era pra ser assim, não é pra ser assim, é, muita coisa não é pra ser assim, mas é. E temos que aprender ou tentar, lidar com todas essas coisas que fazem parte da vida. É punk, sem mais!