25/04/16

Eu quero esquecer você



Hoje lembrei de como eramos juntos, não era a maior perfeição do mundo, eu reclamava o tempo todo enquanto tu só queria fazer sexo o dia inteiro. Precisávamos de dinheiro, sair daquele chiqueiro, ganhar o mundo, conquistar o nosso. 

Na verdade o sexo até era bom. Os carinhos. Os beijos. Os cheiros. A rotina saia do quadro do amor e tornava - se um horror, a vontade que tinha de sair correndo crescia a cada dia mais. Colocando hoje na balança tudo, não tem volta, só revolta, mas isso não vale a pena guardar no baú de lembranças, afinal aqui só tem as boas, poucas.

Não balanço mais como uma criança no balanço, em alta velocidade querendo alcançar as estrelas. Queria apenas alcançar a motivação pra continuar naquele estado quase que vegetativo de um relacionamento falido, pelo qual não valia mais a pena deixar os aparelhos ligados. 

Persistimos durante muitos anos, na ilusão de que o dia de amanhã seria melhor que ontem e que o relacionamento perfeito cairia do ceu em nossos colos e tudo ficaria perfeito, do jeitinho que sempre sonhamos. O detalhe é exatamente esse: depositamos expectativas nas pessoas erradas por muito tempo, coisa que me fez desacreditar do amor, de relacionamentos, de momentos bons a dois. 

Um ano passou - se, evolui como pessoa, aprendi a lidar com toda essa situação, porém não é tão fácil na prática quanto na teoria, vamos levando com a barriga, tentando praticar o "acreditar nas pessoas" novamente. 

21/04/16

Mude seus hábitos



Através dos seus olhos há um filtro que busca status e aparência, que te ajuda a selecionar com quem você quer se relacionar, tudo por causa de um conceito errado que é implantado em todos nós desde que nos entendemos por gente. Existem pessoas que não discriminam dessa maneira as pessoas, e sim, apenas pelo caráter, que ao meu ver é o certo. 

No nosso círculo de amizade, relacionamentos, convívio diário, temos que ter pessoas do bem, que queiram nosso bem com sinceridade, porque os sentimentos puros e reais são as melhores coisas que um ser humano tem a nos oferecer. Não é a aparência e muito menos seus bens materiais que valem nos momentos difíceis.

Até porque, não são todas as pessoas que tem as mesmas oportunidades, que são iguais, que estão dentro dos padrões e que se enquadram no filtro que citei antes. Não consigo enxergar motivos para não conversar com a auxiliar de limpeza ou ter amizade com alguém que more em um casebre. Da mesma maneira que não há motivos para não cumprimentar e conversar com o moço que vende fruta no sinal.

Somos todos de carne e osso, coração, sangue quente e sentimentos, há quem diga que isso tudo é besteira, mas não é, sentir na pele a discriminação por causa da aparência e/ou por não ter o número x de bens materiais pra fazer parte de um grupo determinado de pessoas é muito ruim. Talvez você já tenha passado por isso ou seja o ser filtrador, reflita e perceba que se você é o filtrador, coloque - se no lugar do outro, essa prática não é sadia nem pra você e muito menos pra quem sofre. 

17/04/16

Sobre o fim do BEDA + Agradecimento

Isso mesmo.
Arreguei.

Não consigo assumir esse compromisso de postar todos os dias. Falar sobre algo diferente todos os dias. Cada texto que escrevo é carregado de puro sentimento, tem vezes que aquele mesmo sentimento dura por dias e mais dias. Então não há como escrever todos os dias, como produzir todos os dias sentimentos, como se fossem colocados em uma roleta e disparados no final do dia. E por motivos de estresse, vertigens e bloqueio criativo, não conseguirei continuar produzindo posts. Voltarei com o cronograma do último mês de postar de dois em dois dias.

Nos últimos dias fiquei sabendo que muitas pessoas que conheço pessoalmente leem o que eu escrevo, fico grata e muito feliz por saber que gostam do blog e acompanham. Obrigada pra todos que leem, quem eu conheço, quem não conheço, quem comenta e quem não comenta, só o fato de vim aqui já faz muita diferença. 

08/04/16

#BEDA8: Somos suficientes pra nós



Disseram pra ela que não seria capaz de mostrar sua capacidade com plenitude, que não seria uma menina de atitude. O tempo todo tinha que provar pra alguém que poderia fazer aquilo, que tinha possibilidades, aproveitar as oportunidades e além de tudo, ficar satisfeita com os seus resultados independentemente da opinião alheia.

Não que tenha que provar, que seja sua obrigação fazer isso, mas lá no fundo, junto das crises existenciais da vida e principalmente da dos vinte e poucos, que é a nossa fase nesse momento, vamos continuar provando lá no fundo algo pra alguém. Seja pro empregador, durante todos os dias de trabalho, pras amigas na festa que você também sabe rebolar até o chão ou pro seu namorado, que o ama mais que tudo no mundo.

Coisas desse tipo são involuntárias e muitas vezes impossíveis de realizar, porque o que é suficiente pra você pode não ser pro outro, então por mais que nos esforcemos o máximo para que tudo seja compreendido da mesma forma que a nossa, isso nunca irá acontecer, porque não somos perfeitos e nem trabalhamos com milagres. 










Tem tudo a ver com:

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