10/02/16

Responsabilidade define



[leia escutando: Ela só quer paz]

Sinto vontade de falar pra ti uma coisa que eu guardo aqui dentro, não é segredo pra ninguém, todos já sabem o tanto de sentimentos [loucos] que guardo aqui dentro e que a cada texto que escrevo não consigo expressar nem dez por cento de tudo o que não está mais cabendo e algumas vezes transborda pelos olhos antes de dormir. 

Não sei começar a dizer, por qual momento, situação ou sentimento começar, não tenho a mínima ideia de como desenvolver o corpo desse texto, apesar de já estar sendo desenvolvido com palavras aleatórias ou enrolação, entenda como quiser, mas entenda que não consigo te contar, é uma barreira, algo que faz de mim uma pessoa seca, fria e grossa, grosseira. 

Por mais que eu tente te contar tudo, quase que desenhado, bem explicadinho, sei que não consigo, nem no meu ombro mais amigo, consigo dizer e se digo torno - me uma pessoa repetitiva, cansativa de ler e de escutar, sinto isso e me canso de mim mesma, tanto que prefiro trocar de assunto e parar de falar sobre o que me perturba. 

É algo que chega até a garganta e volta, que preenche todos os espaços da minha mente, enquanto escuto meus raps, leio um livro, ocupo meus pensamentos e meu tempo, nem lembro, mas quando fico quietinha, principalmente antes de dormir, penso e repenso, planejo, modifico, rolo de um lado para o outro, procuro soluções, tudo isso quando não estou caindo de sono. Para não pensar em tudo isso, fico fazendo várias coisas, fico cansada e durmo logo, sem dar tempo de ficar remoendo algumas coisas. 

Consigo definir meus sentimentos em uma palavra: responsabilidade. Tenho consciência de que não sou a primeira e nem a última a ter, todo mundo tem, não estamos em uma competição pra saber qual é a maior também. Tem dias que dá vontade de fugir, não posso, tenho fé que dias melhores virão. 

08/02/16

Apenas fui



Parei pra pensar sobre o que conversamos na noite passada, percebi que não precisava de nada daquilo, foi tudo em vão, gastamos energia com uma, umas, várias coisas que não valiam e nem valem mais, faz tempo, porém demoramos muito para perceber, que você sempre ficou e eu estava sempre indo. Não me pergunte qual era o meu destino, não sei dizer, só sei que seguia em frente como deveria ser feito. Não era um castelo, não era perfeito pro resto do mundo, mas pra mim era o suficiente, aconteceu tudo tão de repente que explicar é a coisa mais difícil agora. Fui largando as coisas no meio do caminho mesmo, assim de qualquer jeito, carregar tudo sozinha estava cansativo demais.

06/02/16

8 anos de blog - 100 mil visualizações

Comecei a escrever em agosto de 2008, uma pessoa me disse que eu deveria desabafar tudo o que eu sentia, porque ia acabar me fazendo mal, guardar tudo o que me perturbava dentro do peito e da mente. Nos 5 meses que escrevi em 2008 foram meses de conhecimento, aprendi a conhecer o que eu sentia, tanto que me assustei com tudo o que eu tinha guardado aqui dentro, que em 2009 o  número de posts mais que dobrou, de tanto sentimento encubado. 

Conheci a Pitty, acho que era a primeira vez que ela estava aparecendo na televisão, foi no programa do Jô Soares em 2003, eu tinha 10 anos, e me apaixonei na hora que ela começou a cantar, me identifiquei muito, escutava todos os dias, o tempo todo, várias vezes a mesma música, queria que todos conhecessem e escutassem as letras, tudo o que ela tinha a dizer, toda a verdade, mas não é todo mundo que escuta uma criança de 10 anos e muito menos gosta de rock. Se vocês tivessem noção do tanto que essa mulher me ajudou a entender as coisas, pessoas e o mundo ao meu redor, óbvio que eu não sou a "diferentona", a Pitty já modificou a vida de muitas pessoas, pra mim foi ótimo e ainda é, continuo sendo fã.



De 2010 em diante, tentei escrever tanto quanto em 2009, mas eu estava num furacão de sentimentos, tantas mágoas, se quiserem, peguem textos aleatórios dos anos seguintes também para perceberem quão perturbados os dias desses anos foram, tentava recomeçar todo começo de ano e não conseguia render tanto assim, tive bloqueio criativo causado por muitas decepções. 

Antes pra eu poder escrever, tinha uma dose de tristeza, mágoa e decepção pra inspiração pra poder aparecer, só que quando é demais, acontece o bloqueio e isso não é legal, porque sinto uma necessidade enorme de escrever, de falar tudo o que eu penso e sinto, por isso ele é pessoal. E às vezes escrevo algo não tão pessoal, mas que tem um pouquinho de mim, os vídeos, por exemplo, faço post sobre eles, porque eles de alguma maneira me fascinaram, mudaram algum pensamento e acho que devo compartilhar com vocês também. Fora que receber comentários, visitar e elogios é muito bom, quem não gosta, né?!

E é com esse post que venho compartilhar com vocês a minha alegria, os meus números. Não sou famosa, não falo sobre tendências e nem dito moda, escrevo apenas as tendências do meu coração. Achava que não ia durar, que ia perder a vontade de escrever, que era coisa de momento, esse que dura até hoje e que pretendo escrever pro resto da vida. Muitas pessoas irão dizer: "- Ai Natália, tu só pensa em números?". Não penso só nos números, penso nas pessoas que frequentam esse endereço para ler as minhas loucuras, que comentam, que me elogiam, que se identificam, as amizades que conquistei na época que ter um blog era como escrever em um diário virtual. 

O que valia era apenas os sentimentos, o nosso lucro era o reconhecimento de escrever o que sentíamos para pessoas que sentiam a mesma coisa e não conseguiam externalizar tanto quanto eu. Sei que tem pessoas que visitam e não comentam, agradeço a todos os visitantes que passaram, passam e ainda passarão por aqui, que me dão forças direta e indiretamente para continuar passando a minha mensagem pra vocês.

04/02/16

Desperte - se



Nasci, nascemos, estamos vivos, estamos aqui. Cresci, respirei, me confundi, confundi algumas pessoas também, não queria isso, eles não queriam também, aceitamos tudo o que tinha ali e aqui, para não ter desperdício de energia, talvez foi covardia a minha  de virar as costas e partir.

Não queria mais estar naquele lugar, era escuro, abafado, mofado, a janela era muito pequena, não tinha grades visíveis, apenas transparentes, me vi carente em um mundo que não me pertencia e nem eu pertencia a ele. Estava transparente, sem saber por onde andar, perdida, enfim fiquei, sem jeito de falar, não queria abrir os olhos pra enxergar que estava em outro lugar, longe, flutuando e não querendo nada daquilo que se chamava solidão, mas ao mesmo tempo querendo, apenas pelo fato de ficar em paz.

A paz que eu tinha ali era apenas ilusão da cabeça de alguém que não conhecia o real significado das palavras e naquele momento da vida, também não sabia o significado das atitudes que aconteciam na sua volta. O tempo ensinou sobre as atitudes, a falta de atitudes e a paz, percebi que estava tudo errado. 

O despertador avisava que estava na minha hora de ir, não tinha mais espaço pra continuar ali, aquele espaço não era, nada do que tinha lá dentro era meu, desconheci todos os meus atos, palavras e princípios. Naquele  dia o relógio me ajudou, o cuco gritou, não joguei na parede, não esbravejei por ter que acordar, abrir os olhos e ver a claridade maravilhosa que me esperava depois daquelas grades, apenas fiquei feliz como nunca tinha ficado antes. Peguei como hábito e nunca mais quero parar de acordar pra vida.  

Tem tudo a ver com:

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