26/04/2013

Desanima (não)


Procuramos um amor que nos pegue pela mão e nos leve pra um lugar onde sejamos suficientemente felizes, sem demasia, com demasia, demasiadamente amados, nos amando. Não queremos a rotina, mas ela vem sozinha com o tempo, no dia a dia ela fica, nos perturba, temos que mudar logo isso, porém o logo não existe ou demora muito tempo. Nada é de fato como desejamos, como queremos, como vemos. Alguns enxergam o defeito da relação, outros não, apenas vão vivendo como se apenas esperassem o término, a morte de um sentimento que um dia existiu dentro do peito de ambos, se ainda existe talvez seja uns vinte por cento. Continuar remando contra a maré, para que o barco não afunde totalmente parece burrice na maior parte do dia, da semana, do mês, do ano. Permitir que o apego tome conta de si é cegueira completa. Dar razão pra quem não sabe de nada, deixar que te desfaçam, destruir a obra construída até agora. O melhor é abrir bem os olhos, tirar a venda que cega até a alma, seguir em frente, não permitir tal barbaridade contra o ser que aqui está. Arrumar as malas, despedir - se do material é mais fácil do que abandonar a carne, o aconchego nos braços quando não estão brigados, quando lembram - se que são meros namorados, jovens, anojados por não terem maturidade o bastante para seguir uma vida a dois. 

24/04/2013

O lado bom da vida - Matthew Quick



Editora: Intrinseca - 256 páginas

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.


Comentário: Particularmente criei muitas expectativas sobre o livro. Comecei a ler, na página 50 já estava entediada, porque  a leitura é cansativa, ele repete milhares de vezes a mesma frase e é muito drama, por causa do marketing que teve emcima do livro e do filme de mesmo nome, pensei que seria muito bom, que chegaria a altura de A culpa é das estrelas, só que não foi assim. Demorei mais do que o normal pra terminar de ler, por causa da chatice natural do personagem principal e de todo o resto. Perdi até a vontade de assistir o filme quando cheguei na página 100. Um livro que eu não recomendo.

15/04/2013

Mais natural menos química

Encontrar alguém que consiga atender as necessidades do nosso cabelo em questão de cuidado é muito difícil. Na maioria dos salões que já fui pra cortar meu cabelo, fazer relaxamento ou permanente afro, sempre tentaram me convencer a fazer escova progressiva pra "baixar o volume", só que tem um detalhe, eu gosto do meu cabelo natural, dos meus cachos, dos meu volume. Tentam convencer para ganhar mais dinheiro, não há outro motivo. 

Sempre fui contra alisamentos e fã de cabelos naturais. Não vejo necessidade de alisar os cabelos crespos, quem os tem, tem que conseguir enxergar a beleza dos seus cabelos e aprender a realçá-la dia a dia. Desde pequena sempre gostei de cabelos curtos, nunca gostei de cabelo comprido, acho o curto mais prático e mais bonito, que faz ficar diferente da maioria das pessoas, um ato de liberdade em relação a opinião alheia e o padrão de que cabelo cumprido e alisado é mais bonito. Abaixo fotos minhas com 15/16 anos. 


Nesse meio tempo ele cresceu, mas nunca gostei, nunca tive paciência para pentear, cuidar e andava com ele sempre preso por causa das represálias que sofria e dos apelidos que me davam. Com menos de 16 anos não sabia lidar muito bem com essa situação e ficava triste, automaticamente o cabelo crescia e ficava daquele jeito por mais um bom tempo. Até que me dava uma louca e eu cortava em casa mesmo, não me importava em como iria ficar, só queria ter ele curto. Minha mãe ficava muito assustada, porque ela saia de manhã eu tava de cabelo comprido e quando voltava eu estava de cabelo curto, me sentia e sinto melhor assim. Abaixo fotos minhas com 7 e 17 anos. 

Defendo a questão de que você tem que se sentir bem consigo mesmo para poder alcançar os seus objetivos e alguns desgostos físicos não se tornarem um obstáculo na sua vida e assim você deixar de conquistar coisas mais importantes por causa de uma coisa tão banal e pequena que você pode mudar. Tendo dinheiro e disposição de ficar horas e horas sentados num salão, podemos experimentar coisas novas nos cabelos sim. Desde que os determinados produtos usados pelo profissional que você escolher não prejudiquem a sua saúde, porque se estragar o cabelo, corta que ele nasce de novo. 

Conheço muitas pessoas que acham que cortar os cabelos é um "pecado", que não pode, que obedecem a vontade dos maridos em relação aos cabelos cumpridos, que não cortam por causa da opinião dos outros e que fazem algumas coisas no cabelo também por causa da opinião dos outros. 

Claro que todos nós temos o livre arbitrio de fazermos o que bem entendermos, mas agir dependendo da opinião dos outros e pra seguir o padrão que a sociedade estipula é burrice. Temos que viver e fazer as coisas, porque e como queremos, sem nos importar se acham feio ou bonito. E afinal, o que é feio e o que é bonito? Bem clichê essa pergunta, mas é verdade. Ninguém tem o direito de coordenar seus atos e vontades indiretamente por causa de uma opinião negativa e banal. Quem tem que gostar é você e não os outros ao seu redor. 

Olhando alguns vídeos encontrei uns canais de meninas que tem o cabelo natural, então inspirem - se nelas e conquistem a liberdade de escolha.

Transição/Big Chop/ Cabelo natural


Minha transição - De volta ao cabelo cacheado (Bruna Caixeiro)



Cabelo afro: Penteados simples



10 dicas para começar a deixar o cabelo natural


12/04/2013

Há muita onda nesse mar



Numa tempestade no mar, num barco sem motor, sem remos, sendo a única tripulante tendo que se salvar no meio do redemoinho, pois ninguém a salvaria, só poderia sair dali com o seu próprio esforço e sua fé em Deus. Ao seu redor barcos luxuosos trafegavam, num mar calmo, com tempo bom, como se nada estivesse acontecendo naquele barco, quase naufragando. Não tinha como não enxergar e nem como não ver o tamanho das ondas que batiam de todos os lados quase que virando o barco, ela segurava em tudo o que via, achava que ia cair a qualquer momento, porém surgia uma força, de onde nem ela sabia que poderia surgir, de dentro de si mesma. Ela não podia desistir naquele momento de superação, tinha que continuar ali, firme e forte, agarrada no barco, por mais que ele ameaçasse virar, afundar, levá-la pro fundo do mar. Só que tem um detalhe, ela navegou pelos sete mares com o seu humilde barco, ele a levou para conhecer lugares que ninguém levaria, fez tudo que por ela conseguiu fazer e não seria naquele momento que ela pularia dele, pra perto dos luxuosos para se salvar. Fica - se no barco do começo ao fim, por mais que as coisas estejam ruins, por mais que não queira, que não se sinta bem, seja menos egoísta e aja com gratidão. 

10/04/2013

Tempos atuais


Saímos do ensino médio, ficamos velhos, esquecidos, nas lembranças dos que conviveram conosco todo esse tempo. Engordamos, namoramos, casamos, engravidaram,  alguns foram presos, drogaram - se e até morreram. Todos nós aprendemos com os nossos erros, outros não, porque continuam errando, um exemplo é aquele que sai da cadeia e é preso toda hora, o que vai pra clínica de reabilitação e quando volta pra casa continua a usar a droga. Esquecer de tudo o que um dia viveu e das juras de amor é um terror. Virou o ano e a amnésia te pegou? Então não tinha amor, nem gostar, nem nada parecido. Só viveu aquilo porque tinha que viver e nada mais. O pouco tempo que temos aqui é pra aproveitar, ter o máximo de pessoas boas ao nosso lado e sermos felizes. Não dá pra desperdiçar com coisas e pessoas á toa. 

Hoje não nos falamos mais, talvez uma vez que outra nas redes sociais, como se fossemos apenas números uns para os outros, se é que não somos. Nos vemos na rua, não nos cumprimentamos. Infelizmente tudo o que tivemos em comum um dia há anos atrás, porém não é justo tudo ser jogado fora como se fossemos descartáveis uns para os outros. Talvez seja o orgulho, a preguiça, alguma coisa tem, mas não se sabe ao certo o que é. Quem sente saudade, mantém contato e só mantém contato quem quer realmente.

08/04/2013

Inspire - se: nail art


Pra quem ama esmaltes e unhas decoradas, abaixo tem várias inspirações para sair da rotina das unhas quase sempre do mesmo jeito e quem faz em casa, aflorar a sua criatividade. Apaixonem - se!

Com glitter:


DIY:


Com bigodes:


DIY:


Com corações:


DIY:


Em degradê:


DIY:


Espero que consigam fazer em casa ou então levem a ideia pra manicure de vocês.

07/04/2013

O que é emo?

Emo vem do termo emocional hardcore, um estilo de musica nos anos 80 no punk rock. Mas é também utilizada como uma cultura alternativa , um estilo de vida, que se propagou no Brasil e pelo mundo. Muitos jovens se identificam com a ideologia emo, mas o que mais chama atenção é a maneira de se vestir. As roupas dos emos geralmente são pretas, mas podem até utilizar uma peça ou outra de cor clara, coturnos pretos até os joelhos, lápis preto nos olhos, cabelos bem tingidos de negro e franjas longas caídas no rosto, e todo o tipo de tatuagem e piercings pelos olhos, boca, língua, muitas vezes esmalte preto, inclusive para os rapazes. Os emos, como outros grupos sociais, também são alvos de preconceito, das pessoas mais idosas. e conservadoras,porque a sociedade impões parâmetros para serem seguidos, e quando alguém foge a esta regra não é considerado normal. Os emos ouvem o som pesado do punk rock, tendo como exemplo, as bandas Simple Plan, NXZero, Pop Punk, Good Charlotte. Como gênero musical a musica emo é um tipo de rock, com letras melódicas, expressivas e confessionais.

Playlist:


04/04/2013

5 Blogs plus size que você deve ler


Acho engraçado (pra dizer o mínimo) quando as meninas querem medir o “quanto você é plus size”, por quanto “você aparenta suas gorduras”. A verdade, sem preconceitos e sem julgamentos, é que plus size é toda e qualquer mulher que vista acima de 46 (onde acaba a numeração “comum” e começa a numeração plus size, que na tradução para nossa língua, vira números maiores e não tem nada a ver com peso). É isso e não tem discussão. Quem disse como uma plus size deve ser? Logo nós, que sabemos bem que o corpo tem suas diferenças e que dá para pesar a mesma coisa, mas usar numerações diferentes… E não tem problema você ser gorda, eu sou e gosto, mas se a gente não gosta de ser julgada por nossas gorduras, não é justo julgarmos a magreza (ou não) das outras, certo?
Com o tempo, percebi que preconceito não é um “direito” de ninguém e que está cravado nos corações até das pessoas que lutam contra ele (neste caso nós, as plus size). Mas é um exercício diário, de parar e pensar antes de falar qualquer coisa, se aquilo que você está dizendo tem fundamento ou não. No caso de “avaliar” uma plus size, pesquise e veja quanto ela veste. Se for acima de 46, pouco importa comtoo é a aparência dela, ela é plus size, sim, e pode se orgulhar disso, não é?! 
(trecho do texto da Juliana Romano)



Entre topetes e vinis da Juliana Romano


Grandes Mulheres da Paula Bastos

(montagem da Paula Bastos)

Mulherão da Renata Poskus Vaz e da Litha Bacchi



03/04/2013

Quando você passa


Não sabia descrever o que sentia, sentia apenas, mas não dizia o que lhe doía toda vez que lhe via passar do outro lado da rua. Dentro do peito um turbilhão de emoções, de sentimentos. Na cabeça um milhão de pensamentos e lembranças que se misturavam tão rapidamente que por alguns segundo a fez pensar que tudo acontecera ontem, mas depois voltava a si e recordava que fora há quase três anos. 

O tempo mudou os caminhos sem nem mesmo dar um aviso prévio, apenas o fez, sem se preocupar, deixando preocupações, mágoas e assuntos mal resolvidos. Após o término desejou sempre ter uma amnésia ou que o tempo voltasse. Nada disso aconteceu e até hoje ela sofre com as lembranças que a perturbam diariamente, principalmente quando a vê, mesmo que virtualmente, o filme roda em sua mente e a faz desejar viver tudo de novo todos os dias, por mais que seja apenas um sonho que nunca irá se realizar.