O meu retorno de novo

O meu retorno de novo



Faz tanto tempo que eu escrevo, quase onze anos ou já onze anos, não lembro mais. E pra mim sempre foi tão prazeroso poder falar tudo o que eu sinto, compartilhar com quem passa por aqui  - sempre ou esporadicamente -, as minhas experiências e saber que de alguma maneira essa pessoa se identificou com o que está escrito aqui. 

Reconhecimento é tão bom, é tão gostoso, antes mesmo de saber o que era e para o que servia já recebia e guardava com todo o amor e carinho dentro do peito, isso me deixava com orgulho por saber que aquele texto tinha sido bem feito.

O meu bem feito talvez não seja o bem feito que a maioria espera que seja, mas criar expectativas não é legal, sabemos muito disso, afinal as decepções estão aí para comprovar, não é mesmo? 
Escrever, alivia, me tira dessa agonia, me faz ver que a cada dia eu evoluí um pouquinho mais de uma forma diferente, além de me mostrar que cada um sente de um jeito e coloca pra fora da forma que é melhor pra si mesmo. 

Não estamos falando dos outros e sim de mim, eu mesma, dona desse blog, a pessoa que escreve sem ler tudo depois e que só corrige as palavras que o corretor do navegador apontam com o sublinhado ondulado vermelho.

Todo ano acontece a mesma coisa comigo apesar de sempre acontecerem coisas diferentes o tempo todo e todos os dias. Quem me acompanha deve perceber, mas pra quem tá chegando agora vou contar igual, cheguei a essa conclusão agora. 
Eu sempre paro de escrever por um tempo por não saber lidar com as emoções, sentimentos e pessoas ao meu redor, deveria saber trabalhar melhor isso, até porque são mais de dez anos escrevendo, mais de oitocentos textos, mas enfim, só na terapia mesmo pra conseguir assimilar. 

Independentemente de qualquer coisa, de qualquer situação ou pessoa, vim aqui e poder falar o que sinto é tão bom pra mim, me deixa tão feliz e é algo que sempre gostei de fazer, e por gostar vou e volto diversas vezes. Com o coração quentinho e cheio de sentimentos bons, inclusive muita positividade e fé.
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Sobre os meus pares

Sobre os meus pares



Todos eles ou a maioria deles sempre foram parecidos com o par de alguém conhecido da minha convivência ou de alguém que eu assisto, até um pouco parecido com alguém que eu cheguei a idealizar um dia na minha cabeça.

- Ficou um pouco confuso, mas acho que dá pra entender. - 

Identificava meus pares com todos os outros, mas eu não me identificava com os meus pares, é algo bem confuso, mas é assim que estou me entendendo agora. Os 3 últimos duraram 5 meses cada, nesse tempo eu estava ali presente, me doando e tentando achar mais coisas em comum, principalmente os sentimentos, que na verdade não existiam de verdade, era só o não querer ficar sozinho (a) de ambos.

Acredito que nunca tenha sido amor e sim vontade de dividir a vida, compartilhar as experiências, dormir e acordar do lado de alguém que propagasse um mínimo de afeto mútuo, mesmo que não fosse igual, fosse muito de uma das partes e não fosse como deveria ser com base na minha idealização que nunca vai existir. É, me conscientizei.

Não adianta ficar se espelhando no relacionamento alheio ou idealizar coisas pra mim mesma que não dependem apenas de mim pra acontecer. Posso idealizar as roupas que quero comprar futuramente pra compor um novo estilo ou um próximo post, mas ficar idealizando relações é furada, é ilusão e vai continuar causando frustração.

E depois chegar a essa conclusão não muito legal, apesar de ser muito construtiva para a constante evolução do meu ser, percebo que não vale a pena ficar pensando muito em coisas que envolvem outras pessoas de um modo geral. É estou generalizando mesmo pra não ter possíveis frustrações futuras por querer algo que não depende apenas de mim. 

Compartilhar esse relato com você que está lendo agora, me ajuda a aliviar as coisas que me incomodam, a ansiedade e todas as outras coisas que sinto, e acredito também que vai te ajudar de alguma maneira, porque com certeza eu não estou sozinha nessa.


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Meus 832 textos publicados aqui

Meus 832 textos publicados aqui



Hoje exatamente serão 832 de textos publicados nesse espaço que existe há dez anos. Sinto orgulho por cada palavra, cada linha, cada texto, cada vírgula que já escrevi aqui. Espero sinceramente nunca parar de escrever, quero escrever sobre as minhas experiências e sentimentos até o fim dos meus dias. 

Não estou chamando a morte, até porque tenho medo de morrer, mas isso é outra história. 

Cheguei a conclusão de que expôr o Mundo de Nati em formato de blog foi a melhor coisa que eu já fiz na minha vida até hoje. Poder traduzir meus sentimentos em palavras a cada vez que eu abro o editor é uma maravilha, fico muito feliz quando faço isso, mesmo estando triste na maioria das vezes para escrever.

A minha motivação para escrever durante anos sempre foi a tristeza, mágoa e decepções comigo mesma e com todos a minha volta. Uma espécie de refúgio, de desabafar sem ter que dar satisfação pra ninguém e muito menos ser julgada, porque todas as pessoas que leem o que eu escrevo dizem que se identificam e gostam. Um dos motivos que não me fazem parar de fazer isso, além dos meus sentimentos que tem que ser colocados pra fora de tempos em tempos pra eu não explodir.

Fiquei muito tempo sem falar nada, sem escrever, atucanada atrás de emprego, me doando pra pessoas que não se doaram tanto assim pra mim (mais uma vez), não estou arrependida de ter feito isso, até porque não é a primeira e nem a última vez que farei isso, só quero que na próxima tenha mais reciprocidade para comigo. 

E hoje, aqui, em um lugar que me sinto a vontade e em paz, e voltando às origens da escrita, em um computador de mesa, numa escrivaninha retorno com meus textos, retorno com o que me deixa bem e me alivia completamente, esvazia o meu peito mesmo de todas as coisas que me incomodam. 

Posso estar sendo repetitiva, mas se eu não fosse assim, não seria eu. Seria outra pessoa e esse não seria o Mundo de Nati. Sinta - se a vontade para comentar e principalmente compartilhar. 

Obrigada por ler, até a próxima.
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Um pouco sobre as minhas crises de ansiedade

Um pouco sobre as minhas crises de ansiedade

Todo mundo precisa entender e praticar isso.
Era 2008 e eu tinha apenas 15 anos, estava no primeiro ano do ensino médio e a única coisa que eu queria saber era da minha rotina fora de casa com os amigos que eu tinha conquistado no colégio. Não queria saber das coisas de dentro de casa. Não queria toda aquela responsabilidade que tinham me dado desde os 9 anos, com horários, cobranças e pressão por zelar pela educação e saúde de uma criança que não era minha, que não tinha parido.

Não entendia nada daquilo que acontecia comigo, o porquê de tudo aquilo, só queria me livrar, ser livre exclusivamente. Poder ter meu espaço, com as minhas coisas, do meu jeito e sem ter que cuidar de mim além de mim mesma. Demorei muito tempo pra entender o que eu quero e precisava de verdade.

Até o início do ano passado vivia por viver, se morresse agora tanto faz, não sabia que poderia ter prazer por estar viva e muito menos que valia a pena continuar viva, até que conheci uma pessoa e aconteceram diversos fatores que me fizeram entender de que aqui não é o meu lugar, aqui não é um espaço bom pra mim e que sim, posso sair. Tenho que sair!

Todos os sintomas que venho sentindo há uns 3 anos, são por causa de sentimentos que estou sentindo há mais de 10 anos e que não conseguia enxergar, não distinguia entender de onde tudo tinha se desencadeado, até que comecei a analisar todos os fatos, reler os textos que já tinha escrito aqui e concluí que todos os sintomas são fruto do que já vivi no passado e ainda vivo hoje sem querer viver.

Não estou culpando ninguém, não estou apontando culpados. Estou apenas relatando todos os meus acontecimentos, sentimentos e pensamentos como venho fazendo isso há anos aqui nesse espaço. Não adianta eu querer mudar o seguimento do blog pra agradar a massa se não irei sentir o mesmo prazer escrevendo que nem sempre senti.

Na última crise de ansiedade, tomei vergonha na cara e fui buscar tratamento, agora medicada, ainda sinto várias coisas, mas acredito que a combinação dos remédios e começando a fazer o que eu sinto vontade realmente de fazer vai me ajudar e muito a sair dessa situação que é incontrolável. Que uma hora estou bem e em outra nem tanto. Que nem agora por exemplo. 

Nesse momento a única coisa que eu preciso é de tranquilidade, paz e fazer apenas e simplesmente o que sinto vontade de fazer realmente, sem influencia de um e de outro ou fazer porquê é para o bem de alguém e esse alguém não seja eu mesma. 

Uma das coisas que eu aprendi com todos os fatos dos últimos 19 anos e principalmente nos últimos 365 dias é a cuidar apenas e exclusivamente de mim mesma, por dentro e por fora, mente, corpo e alma, porque ninguém vai fazer isso por mim. 

Gosto de relatar as minhas vivências aqui, porque eu sei que por mais que não tenha comentários, muitas pessoas me acompanham e se identificam com o que eu falo, pensamentos e atitudes. Então, nada mais justo do que continuar com a minha missão de ajudar as pessoas com a minha escrita.

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Nove de Janeiro

Nove de Janeiro

Nove de Janeiro

Nono dia do primeiro mês de 2019 e eu tô aqui de cara lavada, em paz comigo mesmo, começando um tratamento e sendo eu mesma como era há uns anos atrás sem querer e nem precisar agradar ninguém. Agradeço todos os dias por isso, de verdade. 

Nem sei mais quanto tempo fazia que eu não escrevia algo vindo do coração como sempre foi desde a criação desse espaço que no começo se chamava meumundoseutb.blogspot.com, isso mesmo, desse jeito, com um banner bagunçado feito no paint, foi assim que criei a essência do porquê e do pra quê deveria escrever cada linha.

Tá um pouco bagunçado, mas acho que todo inicio de ano ou todo primeiro texto de cada ano ficou assim ou não também. Acho que perdi o fio da meada, a linha, como escrever o primeiro parágrafo de cada texto e o que falar realmente. 

Aos poucos depois de todo esse tempo vou voltar a escrever como escrevia antes, com o coração. Traduzir os sentimentos em palavras que nem no inicio. Com o tempo vou pegando jeito de novo. Sem pressão, sem cobrança e tudo assim meio confuso como sempre foi. 
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