25/02/2018

Desromantização do não romantizado

Foto do Instagram da Tuyo | Texto inspirado nas músicas


[tem música lá no final, se você preferir pode dar o play e começar a ler ou ler primeiro e depois começar a ouvir, fica à vontade]

Ontem percebi que o que eu mais quero e preciso nesse momento não tem nada a ver com o carnal, é algo sentimental, emocional, um abraço que nunca foi dado, juras de amor que não foram ditas, transferir a carência pra fora de mim, voltar a colocar na tela de novo pra vocês lerem e me dizerem o quanto se identificam, que gostaram, que tá bonito.

Saio por aí e me identifico com vários perfis, mas nenhum consegue ler por completo as minhas linhas, virtuais e pessoais, acho que a paixão chega quando conseguir ler e sermos lidos pelo menos uns cinquenta por cento. Acho que isso se aplica ainda mais quando conseguimos prestar atenção no que ainda não foi dito e nem escrito, completar um a frase do outro é um exemplo, seja no modo literal ou figurado de tudo isso. 

Na teoria fica tudo tão bonito, tão bem escrito, encaixado, de uma maneira que dá até vontade de viver, só que na prática cada grafia é diferente, umas mais difíceis de serem entendidas, algumas tem que ser decifradas e pra acontecer isso tem um prazo nas entrelinhas, mas ninguém sabe disso, sabemos apenas quando chega ao fim. 

E aí então pensamos e repensamos o tanto que poderíamos ter feito diferente e que não era tão trabalhoso quanto achavamos, olhando de fora tudo é mais fácil, só que agora é tarde demais, a não ser que o sentimento seja maior que a vontade de desistir, assim vale tentar de novo. Não dá pra esquecer que não conseguimos obter resultado diferente com os mesmos ingredientes. Não podemos nos iludir. 

Romantizar o sofrimento faz com que ele fique "lindo", mas o que ninguém enxerga é que fica mais sofrido, remoemos mais as histórias, pessoas e situações que nos deixam assim. A melhor coisa é filtrar tudo isso. 

Se você chegou até aqui, dá o play.

11/02/2018

O fracasso me subiu a cabeça

[leia escutando a música] - fonte





Com uma pilha de livros por ler empilhados e empoeirados numa estante qualquer no meio daquele quarto bagunçado, um caderno cheio de ideias e ideais que se confundem com metas que nem lembro mais, é com isso que me deparo todos os dias ao entrar no quarto. 

Me sinto a cada dia mais perdida sem saber pra onde olhar, por onde começar, como começar, se devo começar e com o que, é tudo uma incógnita, mas que na verdade eu sei que já tem respostas. Elas estão na minha frente, nas minhas mãos, na minha cabeça, tenho que ouvir meu coração e parar de ouvir a opinião alheia, além de também parar de me comparar aos outros. 

Será essa a crise dos 25 anos? Não sei! Só sei que do jeito que está, continua a cada dia que passa mais perturbador, e me dá mais vontade de largar tudo e ir viajar, acordar, abrir a janela e ver o mar, encontrar a paz que preciso, o descanso que meu corpo e minha mente e gritam clamando. 

Nunca imaginei que minha saúde mental ia ficar desse jeito, me fazendo querer sair correndo pra ter um novo estilo de vida, cansada, exausta com tudo o que acontece, querendo socar a cara de todos ao meu redor. 

Há anos atrás quando a minha frequência de postagem era bem maior e as visitas também, fazia tudo isso aqui com o maior prazer do mundo. Sem precisar anotar ideias, sem criar imagens mirabolantes pra aparecer não sei onde, pra não sei quem me achar. Apenas abria o blogger e escrevia tudo o que estava sentindo, que nem estou fazendo agora. 

O meu maior sonho é viver da internet, é ganhar dinheiro fazendo o que eu mais gosto que é escrever. Onde eu não tenho chefe/patrão, ninguém manda em mim, não tenho que obedecer regras além das minhas. A minha maior satisfação é quando as pessoas comentam dizendo que gostam e se identificam com o que eu escrevo. Fico super feliz quando sei disso, a impressão que eu tenho é que com o post em questão a minha missão foi cumprida. 

Não posso querer fazer o que não sinto vontade pra fazer parte da massa, fazer parte de um mundo que sinto que talvez nem seja pra mim. Hoje, agora, nesse exato momento, só sinto vontade de sentar na areia, olhar pro nada e esvaziar a minha mente. Ficar sem preocupações, sem obrigações. Um ano sabático, quem sabe?!


04/02/2018

O meu primeiro post do ano!

Oi, sumida! | Foto do stories do meu Instagram


Fazia tanto tempo que eu não aparecia aqui que ate fiquei com vergonha de voltar. Um pouco de medo e covardia, nada que eu nunca tenha sentido algum dia na vida e que não volte a sentir novamente, acho que e natural. 

Por causa de vários bloqueios criativos ocasionados por estresses diários que atormentam a minha saúde física e psicológica, deixei tomar conta do meu ser de tal maneira que atrapalhou tudo em todos os âmbitos da minha vida. 

Sinto falta de escrever todos os dias, vim ler os comentários, visitar outros blogs, ou seja, fazer mais parte da blogosfera que nem já fiz um dia. A minha maior vontade e de voltar aos pouquinhos, falando sobre o que eu gosto e também o que vocês gostam.

No decorrer dos posts e suas adaptações vamos vendo como realmente as coisas vão ficar por aqui. Estou aberta a sugestões e críticas, inclusive deixe nos comentários, vai me deixar muito feliz. 

E o mais importante de tudo isso é que a inspiração voltou, o medo tá sumindo e o prazer de escrever cada linha tá crescendo mesmo depois de tanto tempo sem vim aqui, quase 4 meses.