20/02/2017

Conclusões de domingo

imagem: weheartit


Sentada em um meio fio qualquer da rua que mais frequento no momento, tomando um chimarrão maroto, curtindo o sol, apreciando a companhia maravilhosa e pensando na vida, filosofando profundamente sobre um futuro bem próximo. 

Cheguei à uma conclusão: a de que o tempo é muito curto pra ficar remoendo o passado, pensando em coisas desnecessárias, alimentando relações sem fundamento, mantendo pessoas tóxicas na minha vida, fazendo coisas que não me fazem bem e me preocupando com coisas que nem me competem. E a mais importante é que: não preciso desejar o que não tenho sem analisar se é realmente necessário pra minha existência e ver se o que tenho é necessário para seguir em frente. 

Desde que não seja tão urgente, pensar antes de tomar decisões é preciso, mesmo sendo tão divertido fazer uma parte das coisas sem pensar tanto. O divertimento no decorrer dos dias é o alimento para garantir uma vida com menos estresse, com menos dores tensionais e com uma aparência condizente com a idade. 


18/02/2017

As fotos não reveladas

imagem: weheartit


Quando eu tinha 5 anos, o que mais faziam eram tirar fotos e revelar, pra todos os familiares amigos olharem e depois guardar junto das tantas outras naquela caixa enorme cheia de fotos de momentos marcantes com pessoas que não estão mais entre nós. 

Era tão legal tomar aquele café da tarde na casa da vó com todo mundo em volta da mesa vendo e revendo vários álbuns com fotos de mais de 30 anos com pessoas que eu nem conhecia e sempre pergunto quem são. 

Hoje em dia quem faz isso? Quem revela fotos? O hoje em dia que digo é depois das redes sociais, da internet. A foto ficou tão banalizada, não que isso seja ruim, mas antes todos tiravam fotos em aniversários, formaturas, dos bebês e revelavam os filmes que tinham as fotos mais importantes primeiro, porque não era tão barato assim pra revelar todos de uma vez só. 

Tirar pelo celular e postar logo em seguida é bem mais prático, as mais importantes vão para o Instagram trabalhadas no filtro e as meia boca vão pro Facebook, quando não são compartilhadas em todas as redes sociais possíveis, porque o foco é o número de likes e não o momento especial que aconteceu naquele momento. 

As pessoas que não viveram nessa época das fotos reveladas, nunca saberão como é boa a magia de ficar mostrando pra todo mundo o álbum da formatura, do aniversário de 15 anos. Ok, posso estar generalizando um pouco, porque sei que tem algumas pessoas que ainda revelam, mas não é exclusivo que nem era antigamente. 

E a pergunta que não quer calar:
Você revela as fotos que tem postado pelas redes sociais?

16/02/2017

Eu não preciso disso. Você precisa?

imagem: weheartit


Acordada parei pra pensar em todo esse tempo que perdi tentando agradar todo mundo, percebi que esse não era o caminho, não precisava disso, não precisamos. Só temos que nos agradar o tempo inteiro, sem ficar pensando no que os outros vão dizer sobre meu comportamento, cabelo e roupas.

Tem que partir de nós a linha que delimita até onde as pessoas podem ir, o que podem falar e se devem tocar ou não. Não somos obrigadas a ouvir e passar coisas tão desnecessárias pra fazer a linha simpática com cara de paisagem pra não parecer mal educada, antipática ou a rainha das tretas. 

Ninguém precisa fingir gostar do que não gosta, dizer sim quando quer dizer não, aceitar com um sorriso no rosto o lhe é imposto por terceiros, porque lá no fundo bate um desespero e seguramos o choro pra não parecer que somos desequilibradas. 

Viver de aparência o tempo todo nos torna pessoas sem bom senso do ridículo de tanto que praticamos esse ato falho de querer parecer o que não somos. Temos o poder e o direito de sermos o que quisermos ser, fazer o que queremos fazer, falar o que queremos, pensar de um jeito e amanhã de outro, não precisamos ser prisioneiros da vontade alheia que não se importa com os efeitos colaterais.

Os motivos que te deixam triste ao voltar todo dia pra casa exausta todos desconhecem, mas os comentários que tecem ao ver seu rosto suado e cansado de ouvir tanta babaquice de tantas pessoas que se quer te conhecem, ninguém se interessa. Eles só querem que você emagreça, alise o cabelo, sorria o tempo todo como um boneco de cera, use maquiagem e pareça ser feliz tirando várias fotos em vários lugares com várias pessoas diferentes, eles querem variedade pra invejar a sua vida que não tem nada de perfeita.

Desculpa aí se só te falei verdades, se não consigo lidar com o veneno alheio que é espalhado todos os dias de várias maneiras e ainda sorrir quando escuto comentários preconceituosos na minha direção. Não há porquê ter sangue de barata e aturar tudo isso: eu não preciso disso, você não precisa disso, nós não precisamos disso. 

Dá um jeito e mostra pra essa gente que a única variedade que importa é a que te faz feliz, a que condiz com a tua realidade e que a tua liberdade de expressão vale mais que entrar dentro dos padrões pra agradar a sociedade que só massacra.  

14/02/2017

Carta aberta aos amigos

imagem: weheartit


Primeiramente quero agradecer a todos vocês que já passaram na minha vida e:
Foram embora, porque não frequentamos mais os mesmos lugares e não temos mais nada em comum;
Fui embora da vida de vocês, porque não me sentia mais confortável no círculo de amizade de vocês;
Foram embora, porque as opiniões eram diferentes, por desentendimentos e por vários outros motivos que não vem à minha cabeça agora.

Agradeço por todos os momentos bons e ruins, os bons porque estão guardados na memória e lembro deles sempre com um sorriso no rosto de orelha a orelha. E os ruins também, porque sem eles como eu evitaria as futuras decepções? Também não sei. Acredito que tudo na vida é aprendizado.

A maioria de vocês, na verdade, todos vocês só vejo nas redes sociais, não temos mais contato, perdemos as coisas em comum, os rumos são diferentes, estamos diferentes. A única coisa que ainda tenho em comum com alguns é a saudade e aquela velha história de marcar alguma coisa um dia, sempre falamos, mas no fundo sabemos que nunca vai acontecer.

Não podemos nos iludir achando que se marcarmos alguma coisa vai ser a mesma coisa, as mesmas risadas, as mesmas piadas, muita coisa aconteceu de lá pra cá, não estamos mais no mesmo lugar e nem temos mais a mesma idade. Só carregamos conosco a vontade de reviver todos aqueles momentos, que nos faziam ver a vida de uma maneira diferente, como se tudo fosse bom e maravilhoso.

Encontrei na estrada da vida muita gente que precisava mais de mim do que eu delas e vice - versa. Algumas vieram e deixaram mais decepções do que alegrias, mas faz parte da vida, óbvio que esses momentos não queria viver de novo e muito menos quer ver quem fez, desses não sinto saudade.

Apesar de toda a distância, a maioria continua aqui dentro do meu peito, e principalmente na minha mente, são boas lembranças que complementam a minha história de vida, que conto as situações pra todos com alegria como se tivesse acontecido no dia anterior. Passou 1 ano, 3, 5, 10 anos de todos os momentos que tive com todos esses amigos que a vida me deu, mas guardo - os com tanto carinho que queria viver tudo de novo.

Hoje o círculo de amigos está reformulado, poucos, cabem apenas em uma mão, não me lamento, me contento, porque o que importa realmente é a reciprocidade que existe entre nós.

12/02/2017

Não é drama, é vida real

imagem: weheartit


Sentada na beira da cama, avistei um prédio bem alto, através da janela branca de madeira, a claridade não me incomodava mais, o ventilador de teto estava no máximo e todo aquele vendo deu a impressão de que estava criando asas, que a qualquer momento eu poderia subir na janela e voar. 

A vontade era de subir até o alto daquele outro prédio, talvez poderia ser voando, sentir o vento não só no rosto e sim no corpo todo, a sensação maravilhosa de uma forma plena. Seria uma tragédia se não fosse transformado em poesia. 

Transitar entre as palavras de uma maneira leve e romantizar a vontade de sabotar - se o tempo todo, pular de janelas, atirar - se na frente dos carros, atravessar uma faca em locais vitais, fugir de tudo o que incomoda, de todos os problemas, pessoas e situações talvez seja isso o que tenho feito de melhor nos últimos meses. 

A pressão psicológica de atingir metas, padrões, resolver problemas, carregar um peso grande, ter que matar um leão por dia, entre outras expressões que queiram usar, dificulta o viver do meu ser diariamente sem sentir dores tensionais e vontade de socar o rosto de todos os seres que atrapalham a sequência natural dos fatos. 

É algo que pode ser evitado, desde que dependa apenas de um ser, que outras pessoas não interfiram, não prejudiquem, não iludam, não montem castelos e chutem depois, querendo fazer parecer que nunca existiram. Quem provoca a dor esquece, nem percebe, faz cara de paisagem, mas quem sofre com tudo isso fica remoendo por dias, e dependendo da gravidade, sente - se culpada. 

Sem vitimismo, sem mimi, é fato real, tudo baseado em vida real. 

07/02/2017

A impotência da nossa geração

imagem: weheartit

Fechei os olhos e fiquei pensando em tudo o que já vivi até aqui e que não será dessa vez que vou abaixar a minha cabeça para deixar que o fracasso junto do derrotismo tome conta de mim. Tenho que ter mais coragem pra seguir em frente, mais calma para lidar com todos os acontecimentos, paz pra poder deitar a minha cabeça no travesseiro todos os dias para ter uma noite de sono tranquila e o mais importante: sossego para conter o meu desespero e todos os sintomas de ansiedade que me atrapalham diariamente.

Estava de olhos abertos em outro instante, conseguindo enxergar com mais clareza tudo o que estava acontecendo ao meu redor. Não era uma realidade muito agradável, mas percebi que preciso viver, é o aprendizado que vai ficar que valerá pro resto da vida pra um dia eu poder rir de tudo isso e ver que todo o desespero foi totalmente em vão.

Com 15 anos não sabemos nada da vida e com 24 percebo que sei muito menos. Com mais educação e discernimento percebo que não adianta querer correr contra o tempo como se tivesse em uma competição sem fim com pessoas que nem conheço. E mesmo que conhecesse, não estou participando dessa competição automática que já nascemos fazendo parte. 

Praticar a competitividade o dia todo, o tempo todo não é saudável. Pra falar bem a verdade eu não preciso disso e você também não precisa disso. Ter mais ou menos que o coleguinha do lado não faz de você melhor e nem pior do ele. 

É tudo uma questão de saber o seu limite, até que ponto isso não está te fazendo bem e cortar tudo que te mostre coisas e pessoas que alimentem essa competição que você não está participando, mas que sempre te incluem sem você pedir para que isso aconteça. 

Corte as pessoas, os aplicativos, a internet, seja lá o que for, só se livre desse sentimento de impotência por não conseguir fazer nada para mudar a sua vida da noite pro dia. Por achar que todos estão tendo sucesso na vida enquanto você fica aí jogado no sofá, se sentindo o maior fracassado, cheio de sintomas de ansiedade e uma vontade louca de chorar que nunca passa.