11/08/2018

Diga tudo o que você sente todos os dias

Ilustração: Mariana Souza - Mari Ilustra

Não tenha vergonha de colocar pra fora tudo o que está sentindo, mesmo que seja ruim, escreva, fale, grave, ache a forma mais confortável pra expressar tudo, não fique guardando por medo de represália ou por não ser retribuída da mesma maneira. A única coisa que eu posso te falar é que a sensação de desabafar, de colocar pra fora é maravilhosa.

Se você gosta de alguém e não tem coragem de falar, então demonstre ou ache outras formas da pessoa saber. No começo é difícil de lidar com a situação, ainda mais porque o turbilhão de pensamentos não ajuda muito também. Porém se você não fizer, nunca vai saber se a pessoa gosta de você também e talvez esteja com os meus medos e receios de se declarar.

E se você está numa situação que não está gostando, não está tão favorável pra você quanto deveria, então é a hora de listar os prós e contras pra mudar a realidade e ser feliz com o que merece de verdade. Não somos obrigadas a fazer coisas que não gostamos por causa de terceiros e muito menos permanecer no mesmo lugar insatisfeitas. 

E agora a parte mais importante que é a quando você chega no final do dia e pensa em todos os sentimentos que teve durante na sua rotina e estabelece uma forma de não deixar que as coisas externas te afetem, diminuindo as coisas boas que vem de dentro de você. 

Apenas continue emanando coisas boas para que as mesmas coisas ou melhores voltem pra você deixando a sua rotina melhor e mais agradável do que já é normalmente. Não podemos deixar que os sentimentos ruins tomem conta de nós, só coisas e energias boas podem fazer parte da nossa rotina. 

Olhe - se no espelho, escreva, faça da forma que for melhor pra você, mas diga todos os dias o que sente, tanto as coisas boas e ruins, faça coisas para melhorar o seu dia, com toda certeza isso vai te ajudar e muito. 

10/08/2018

Minha felicidade diária



Os olhos pequenos me fizeram enxergar além do que eu conseguia, me fizeram entender que o poder de conquistar está nas minhas mãos, afinal tenho potencial pra isso, palavras ditas por ti. E de tantas palavras, cada combinação feita pra completar as frases que me dizia desde o começo me dava um up, me deixava mais animada, o apoio estava vindo de onde eu menos esperava.

E pra falar bem a verdade, não estava esperando nada, não criei expectativas, a gente só conversava todos os dias, desde a hora de acordar até a hora de dormir, era uma rotina que já fazia parte do meu cotidiano, logo eu que odeio rotina, não me via mais sem essa, que contradição. 

Te olhar dentro dos olhos, prestar atenção no que tu me diz mesmo eu não entendendo e tu me explicando trocentas vezes, segurar na tua mão e ao encaixar me sentir a pessoa mais segura. Te abraçar, automaticamente fechar os olhos, sentir meu peito ser preenchido, meu coração ficar quentinho, ter a sensação de que fui parar em outro lugar, como se só tivesse eu e tu no universo. 

É tudo tão especial, que chega a ser surreal de tão gostoso. A cada dia que passa fico mais feliz, porque escuto alguma coisa diferente, sempre acho que já ouvi tudo, mas sempre tem algo a mais pra me surpreender. 

Continuo sem criar expectativas, vivendo um dia de cada vez, prestando atenção em cada palavra, sentindo e absorvendo uma certeza diferente todos os dias, e desse jeito continuo feliz todos os dias, desejando que seja pra sempre, mesmo que a gente saiba que o pra sempre, sempre acaba.

09/08/2018

Cadê meu GPS?


Todos os dias eu acordo e tenho a mesma sensação de que não era pra eu estar ali e se fosse pra eu continuar ali que seja apenas dormindo pro tempo passar logo, só não sei pra quê que eu quero que ele passe logo, porque no fundo, mas bem no fundo acho que essa sensação não vai passar tão cedo. 

Posso estar sendo ingrata mesmo agradecendo pra Deus todos os dias tudo o que eu tenho e todas as coisas que ele me ajuda a conquistar, o fato de acordar todos os dias e ter alimento já são grandes coisas pra mim. Porém acho que a minha mente, meu corpo, meu eu chegaram no limite nesses dois últimos anos. 

Fiquei tão sobrecarregada fazendo coisas que não eram só pra mim e que eu poderia ter feito de uma maneira diferente, quem sabe sendo um pouco mais egoísta e tendo amor próprio que hoje não me sentir assim, dessa forma, vazia. 



Escrever pra mim sempre foi uma forma de aliviar tudo o que eu estou sentindo sem que ninguém venha me julgar, como quando falamos pras pessoas ao nosso redor e a única coisa que elas sabem fazer é palpitar e nos julgar o máximo que conseguem. E isso nunca foi o que eu gostei de escutar, mesmo eu fazendo por elas o que elas não faziam por mim, nunca teve empatia. 

Ah, e amor próprio só estou aprendendo agora com vinte seis anos de idade, antes tarde do que nunca, né?! É um processo demorado, trabalhoso, tenho que ler bastante sobre e ver vídeos de pessoas que já conheceram antes de mim, se conselho fosse bom a gente vendia, mas procurem o amor próprio de vocês todos os dias pra não ficarem perdidas a mercê da vontade alheia.

Agora estou aqui sentada, mexendo no tumblr, tentando trabalhar, com os olhos cheios de lágrimas, mas a sensação que eu tenho é que meus olhos são como aquários que a água fica toda presa lá dentro e não sai nada, e quando sai é de soluçar. 

Talvez se eu tivesse asas, se eu pudesse voar, se as coisas tivessem sido diferentes há dois/oito/dezenove anos atrás, não sei o que poderia ter acontecido e quem me tornaria hoje. A única coisa que eu sei é que preciso me encontrar, reencontrar, descobrir onde estou, pra onde vou, se vou pra ficar, se vou pra voltar, se morrerei no mesmo lugar. 

Um milhão de pensamentos me perturbam diariamente, faço as coisas por fazer, estou por estar, não há algo que me motive realmente a continuar, não sinto prazer em fazer mais nada além de escrever, escuto as mesmas músicas todos os dias, algumas várias vezes no mesmo dia. E no final de cada dia sempre tem um nó na minha garganta que aperta e me dá um pouco de falta de ar. Quem sabe um dia isso passa e se não passar, eu passo...!

03/08/2018

A convivência que a gente não aguenta mais


Quando nós nascemos e nos demos conta de quem é quem que está ao nosso redor, não temos o poder de escolha ainda por causa da nossa idade pra determinar com quem queremos ou não queremos morar. Com o passar dos anos vamos nos adaptando e antes disso aprendendo a lidar com as pessoas e a obedecer as regras, afinal existe uma hierarquia dentro dessa casa.

Porém, vamos pra escola, conhecemos outras pessoas com outros formatos de família e ficamos nos perguntando porque a nossa é diferente ou porque não temos uma igual, será que a família do outro é mais legal? É aquele velho ditado né: a grama do vizinho é mais verde que a nossa, mas eu continuo achando que é artificial e nada é perfeito.

Crescemos mais um pouco, vamos pro mercado de trabalho, começamos a ter um poder aquisitivo maior, até porque antes tínhamos zero, se tivermos um, já é maior. Continuando! E nisso passamos a perceber outras possibilidades de convivência que é a de conviver apenas com nós mesmos, nossas coisas e nossa paz. 

Não posso generalizar dizendo que é ruim de morar com as pessoas que moramos desde que nascemos, ou que morar com outras pessoas é ruim, só posso falar sobre o que eu vivo ou já vivi, ou seja, ter propriedade pra falar sobre isso. 

Chega uma fase da nossa vida, uma certa idade ou até antes, que queremos fazer as coisas na hora que sentimos vontade, escolher o que queremos comer, comprar o que queremos, modificar as coisas no nosso espaço, porém esse espaço fica pequeno demais, que é nosso quarto e queremos deixar a nossa marca por toda a casa, mas não podemos.

Então foi dada a largada pra multiplicar esse poder aquisitivo pra conquistar o tão sonhado lar doce lar, pra pintar as paredes de azul, escutar a música bem alta e lavar a louça quando quiser. Basicamente todo mundo que pensa vou morar sozinha acha que é só isso, tem isso, mas também tem vários boletos pra pagar e precauções a tomar antes de fazer o contrato com a paz, tranquilidade e sossego. 

Por ora é isso aí, em uma parte da nossa vida não podemos escolher, mas quando aprendemos que podemos sim escolher as coisas que queremos, pensar um pouco mais em nós (pode-se ler: egoísmo mesmo) e que tá tudo bem se afastar um pouquinho das pessoas por um tempo, acontece uma transformação maravilhosa que até quer(o)emos sair correndo. 

Vamos aguardar o tempo, porque nada é da noite pro dia, precisa de planejamento e orçamento, mas poderia.