09/08/2018

Cadê meu GPS?


Todos os dias eu acordo e tenho a mesma sensação de que não era pra eu estar ali e se fosse pra eu continuar ali que seja apenas dormindo pro tempo passar logo, só não sei pra quê que eu quero que ele passe logo, porque no fundo, mas bem no fundo acho que essa sensação não vai passar tão cedo. 

Posso estar sendo ingrata mesmo agradecendo pra Deus todos os dias tudo o que eu tenho e todas as coisas que ele me ajuda a conquistar, o fato de acordar todos os dias e ter alimento já são grandes coisas pra mim. Porém acho que a minha mente, meu corpo, meu eu chegaram no limite nesses dois últimos anos. 

Fiquei tão sobrecarregada fazendo coisas que não eram só pra mim e que eu poderia ter feito de uma maneira diferente, quem sabe sendo um pouco mais egoísta e tendo amor próprio que hoje não me sentir assim, dessa forma, vazia. 



Escrever pra mim sempre foi uma forma de aliviar tudo o que eu estou sentindo sem que ninguém venha me julgar, como quando falamos pras pessoas ao nosso redor e a única coisa que elas sabem fazer é palpitar e nos julgar o máximo que conseguem. E isso nunca foi o que eu gostei de escutar, mesmo eu fazendo por elas o que elas não faziam por mim, nunca teve empatia. 

Ah, e amor próprio só estou aprendendo agora com vinte seis anos de idade, antes tarde do que nunca, né?! É um processo demorado, trabalhoso, tenho que ler bastante sobre e ver vídeos de pessoas que já conheceram antes de mim, se conselho fosse bom a gente vendia, mas procurem o amor próprio de vocês todos os dias pra não ficarem perdidas a mercê da vontade alheia.

Agora estou aqui sentada, mexendo no tumblr, tentando trabalhar, com os olhos cheios de lágrimas, mas a sensação que eu tenho é que meus olhos são como aquários que a água fica toda presa lá dentro e não sai nada, e quando sai é de soluçar. 

Talvez se eu tivesse asas, se eu pudesse voar, se as coisas tivessem sido diferentes há dois/oito/dezenove anos atrás, não sei o que poderia ter acontecido e quem me tornaria hoje. A única coisa que eu sei é que preciso me encontrar, reencontrar, descobrir onde estou, pra onde vou, se vou pra ficar, se vou pra voltar, se morrerei no mesmo lugar. 

Um milhão de pensamentos me perturbam diariamente, faço as coisas por fazer, estou por estar, não há algo que me motive realmente a continuar, não sinto prazer em fazer mais nada além de escrever, escuto as mesmas músicas todos os dias, algumas várias vezes no mesmo dia. E no final de cada dia sempre tem um nó na minha garganta que aperta e me dá um pouco de falta de ar. Quem sabe um dia isso passa e se não passar, eu passo...!

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