amor próprio

Desperte - se

fevereiro 04, 2016



Nasci, nascemos, estamos vivos, estamos aqui. Cresci, respirei, me confundi, confundi algumas pessoas também, não queria isso, eles não queriam também, aceitamos tudo o que tinha ali e aqui, para não ter desperdício de energia, talvez foi covardia a minha  de virar as costas e partir.

Não queria mais estar naquele lugar, era escuro, abafado, mofado, a janela era muito pequena, não tinha grades visíveis, apenas transparentes, me vi carente em um mundo que não me pertencia e nem eu pertencia a ele. Estava transparente, sem saber por onde andar, perdida, enfim fiquei, sem jeito de falar, não queria abrir os olhos pra enxergar que estava em outro lugar, longe, flutuando e não querendo nada daquilo que se chamava solidão, mas ao mesmo tempo querendo, apenas pelo fato de ficar em paz.

A paz que eu tinha ali era apenas ilusão da cabeça de alguém que não conhecia o real significado das palavras e naquele momento da vida, também não sabia o significado das atitudes que aconteciam na sua volta. O tempo ensinou sobre as atitudes, a falta de atitudes e a paz, percebi que estava tudo errado. 

O despertador avisava que estava na minha hora de ir, não tinha mais espaço pra continuar ali, aquele espaço não era, nada do que tinha lá dentro era meu, desconheci todos os meus atos, palavras e princípios. Naquele  dia o relógio me ajudou, o cuco gritou, não joguei na parede, não esbravejei por ter que acordar, abrir os olhos e ver a claridade maravilhosa que me esperava depois daquelas grades, apenas fiquei feliz como nunca tinha ficado antes. Peguei como hábito e nunca mais quero parar de acordar pra vida.  

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