13/09/2018

Uma quinta - feira de setembro

uma foto minha de ontem que eu tava melhor que hoje nesse mesmo horário.


Me olho no espelho e não consigo mais me reconhecer como uma profissional de qualquer serviço banal  dos quais já trabalhei e que não me tratavam com nenhuma importância, muito menos reconhecimento. 
Continuo sem me reconhecer como a pessoa que começou a escrever aqui por um único motivo que era o de soltar tudo o que estava aqui dentro do peito, que nem estou fazendo agora, que parei de fazer tudo o que estava fazendo pra escrever antes que todas as palavras sumam da minha mente e eu guarde tudo isso aqui mais uma vez. 

Não me reconheço mais em nada do que eu faça, apesar de que nesse texto estou me reconhecendo um pouco, mas nos outros 99,9% das coisas que eu tenho que fazer, não me reconheço, não vejo sentido, nem sei porque tenho que fazer aquilo e porque estou fazendo aquilo.
É um pouco revoltante quando essas coisas acontecem, e estão acontecendo há quase três anos, porque não tenho controle nenhum. Não consigo fazer nada que eu consiga enxergar pra poder melhorar essa situação, virar esse jogo.

Chega a ser bem confuso, um absurdo!


Saio na rua, olho pro céu e começo a rimar coisas sobre a minha realidade, ao redor todos me olham como se eu fosse um bicho, devem tá com medo, afinal de noite, uma pessoa de capuz na rua, falando sozinha, mas acho que o medo deles não é bem esse.
Olho pras estrelas e toda aquela claridade me dá um up, uma vontade de continuar a viver, me dá uma amostra da liberdade que eu tanto preciso, persigo e quero conquistar há tanto tempo, mas pena que eu tenho que esperar, que nem o ditado diz: quem espera sempre alcança, ou algo assim. 

Dentro da minha cabeça é um turbilhão de pensamentos diferentes por segundo, fico tão perturbada que sinto vontade de sair correndo sem olhar pra trás e ao mesmo tempo de dormir até não poder mais. Não posso escolher nenhuma dessas duas opções, a represália acontece e a minha única vontade depois dessas anteriores é de desaparecer. 

O mais ralante de tudo isso é que ninguém disse que ia ser tão difícil e que além da alimentação a gente tinha que cuidar da saúde mental também. Esse acesso passou longe de mim, mas hoje pela tamanha necessidade vejo a importância e a falta que faz. 

Uns dizem que é depressão, outros dizem que é ansiedade, a única coisa que eu sei, que é uma coisa que eu não sentia antes e que hoje não quero mais sentir. Não tenho a mínima ideia de como reverter a situação, apenas agora, estou aqui com um turbilhão na mente, a cabeça doente, a língua dormente, com um monte de coisas pra fazer e a minha maior vontade é dormir. 

E se você chegou até aqui, obrigada por me ler e continuar acompanhando. Gratidão!

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